Pôster ucraniano soviético de memória a Comuna de Paris. 1935.
«Справа парижських комунарів - безсмертна.»
"A experiência da comuna de Paris é imortal."
Do autor: Слипченко М (M. Slipchenko)
Publicado por: Мистецтво (Mistetstvo)
Local de publicação: Kiev
Estilo: Construtivismo
A comuna de Paris e a revolução socialista soviética.
O aumento da produção industrial e o crescimento da riqueza da burguesia faziam-se na razão inversa do seu contrário: agravavam-se rapidamente as condições de vida da classe operária francesa. Os conflitos crescentes entre a burguesia e o proletariado explodiram pela primeira vez em Lyon, em 1830, quando os tecelões de seda desencadearam uma revolta sob o grito: «Viver trabalhando ou morrer lutando». Em consequência da organização deficiente das massas que participaram nesse levantamento, a revolta foi esmagada pelas tropas do governo dez dias depois do seu início. Reaberta a luta em 1834, os operários foram de novo derrotados. E tal como os levantamentos operários de Lyon, uma insurreição republicana, em 1832, e uma outra chefiada por Blanqui em Paris, em 1839, foram também reprimidas pelas tropas.
A derrota destes levantamentos pelos militares ao serviço da Monarquia de Julho não conseguiu, no entanto, impedir que os clubes e associações revolucionárias de orientações diversas fossem ganhando uma influência crescente no seio da classe operária e entre a pequena burguesia.
Apesar das visíveis debilidades teóricas destas associações, que só foram superadas pelo socialismo científico criado e desenvolvido por Marx e Engels, era evidente que a classe operária entrava em cena cada vez mais conscientemente como força política independente.
Trechos do texto A Comuna de Paris
Edições Avante
1977
